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A REVOLTA DOS TAMOIOS EM DESTAQUE NA GALERIA MARIO QUINTANA DA TRENSURB

31.07.2017

Na Esta√ß√£o Mercado a partir de quarta-feira (2), exposi√ß√£o do artista pl√°stico Ale Maia e P√°dua prop√Ķe um olhar diferente de fatos hist√≥ricos.

 
Nesta quarta-feira (2), a Galeria Mario Quintana, localizada na Estação Mercado da Trensurb, recebe a exposição VIVER É LUTAR, do artista plástico Ale Maia e Pádua. O trabalho destaca o quadro RIO 1567, que traz uma abordagem artística da Revolta dos Tamoios e da França Antártica, dois episódios históricos importantes para a formação do Rio de Janeiro e do Brasil como o conhecemos.
 
O artista conta que a pintura digital foi construída a partir de imagens e referências literárias. Com sua arte, Ale afirma buscar “não somente ilustrar um dia histórico, mas apresentar uma autocrítica que nos insere como parte das consequências advindas deste período”. Para fazer essa reflexão, segundo o artista, é preciso entender o contexto. A Revolta dos Tamoios se deu entre 1556 e 1567. Na época, a tribo dos tupinambás se aliou a uma expedição francesa, que havia desembarcado na Baía de Guanabara em 1555, contra a Coroa Portuguesa, que usava os indígenas como mão-de-obra escrava. A vitória foi dos portugueses e seus aliados, muito em função da epidemia de varíola que atingiu a Confederação dos Tamoios.
 
Apesar de sua obra focar num acontecimento específico – a queda do forte indígena de Uruçumirim –, Ale relata que buscou retratar elementos que abrangem todo um capítulo da história. Ele afirma que, apesar de não ser historiador, rendeu-se à vontade de apresentar uma visão diferente dos fatos através da arte, uma ótica “mais próxima daqueles que não viveram para contar essa história”. Após quase dois anos de trabalho entre concepção e finalização da obra, o artista conta que “o esgotamento psicológico causado pelo alto grau de envolvimento com um tema tão profundo e triste era constante, mas a motivação de apresentar um olhar diferente sobre nossa história, heróis e santos era maior”. “Não se trata de falar de verdades ou mentiras, e sim de enxergar novas perspectivas sobre nós mesmos, nos admitindo como parte de algo, sem nos isentar de nossas próprias responsabilidades. Talvez, isso possa ser a chave para nos fazer entender como nos transformamos no que somos hoje”, completa.
 
Natural de Niterói e graduado em design pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) de Porto Alegre, Ale Maia e Pádua já assinou duas exposições que passaram pela Estação Mercado: Entre Linhas e Painéis, no Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos, em 2015, e Onde Há Dor, Há Vida, na Galeria Mario Quintana, em 2016.
 
Serviço
 
O quê: exposição VIVER É LUTAR, de Ale Maia e Pádua.
Quando: de 2 de agosto a 30 de outubro, das 5h às 23h20.
Onde: Galeria Mario Quintana, localizada no túnel de acesso às plataformas da Estação Mercado da Trensurb.
Quanto: R$ 1,70 (tarifa unitária do metrô).
 
Arte: Ale Maia e Pádua

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