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COLETÂNEA DOS ARTISTAS GAÚCHOS: LIANA TIMM

17.01.2022

Confira a entrevista que fizemos com a artista participante da Coletânea sobre sua participação no projeto, opinião sobre a arte e seu processo criativo.

A Trensurb está lançando a Coletânea dos Artistas Gaúchos, novo projeto cultural que busca destacar a produção dos artistas visuais do estado, dando visibilidade ao seu trabalho para um público que não tem o hábito de frequentar os espaços tradicionais de exposição de arte. Os perfis nas redes sociais da Trensurb e do Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos – a biblioteca do metrô – irão divulgar, regularmente, três obras de cada um dos 15 artistas participantes do projeto. A curadoria da Coletânea é do poeta e assessor da Trensurb, Élvio Vargas, da artista multimídia Liana Timm e da professora Dione Detanico.

A primeira artista cujas obras serão destacadas é a própria Liana Timm. Artista multimídia, arquiteta, poeta e designer, Liana nasceu em Serafina Corrêa, no interior do estado, mas adotou Porto Alegre como seu lar. Liana tem mais de 40 livros publicados, cerca de 70 exposições individuais e participou de mais de 100 coletivas, recebendo diversos prêmios e, em 2008, o título de Cidadã Honorária de Porto Alegre, da Câmara Municipal. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é pós-graduada em Arquitetura Habitacional e mestre em Educação também pela UFRGS. Ao longo dos anos, atuou como docente em diversos cursos e instituições. Dirige a Território das Artes Editora, especializada em artes visuais, literatura e ciências humanas. Foi uma das participantes da Antologia Digital da Poesia Gaúcha e realizou a exposição itinerante Cidade do Meu Olhar nos monitores dos trens e estações da Trensurb, bem como nos perfis da empresa nas redes sociais.

Confira a seguir a entrevista que realizamos com ela a respeito da participação no projeto, suas opiniões sobre a arte e seu processo criativo.

Como tu vês a Coletânea dos Artistas Gaúchos? O que pensas de fazer parte dela?

Liana Timm - É muito interessante quando temos a oportunidade de levar o nosso trabalho a públicos sem o hábito de se relacionar com a arte. A Trensurb é uma grande vitrine. Um público diferenciado transita por ela, então vamos proporcionar a essas pessoas uma nova experiência.

Como uma das curadoras do projeto, como é a tua experiência específica de contribuir na organização da Coletânea?

Liana Timm - Não é de hoje que crio projetos coletivos. Acho muito interessante incentivar colegas a conviverem juntos e ampliarem a visibilidade de suas produções. Este grupo que se formou tem a qualidade e a diversidade exatas para gerar a atenção do público. Vamos ver o que acontece!

Reuni aqui, junto com meus amigos Élvio e Dione, artistas representativos da arte do Rio Grande do Sul para que eles sejam conhecidos pelo público da Trensurb. Acho que a porcentagem de pessoas que não convive com a arte é maior que das que convive. Então, essa iniciativa abre novo espaço de visibilidade para que a produção plástica visual do estado atinja mais pessoas.

Como artista multimídia, para ti, até que ponto a poética das cores migra para a poética das palavras?

Liana Timm - As palavras e as imagens guardam entre si muitas semelhanças e muitas diferenças. A sucessividade de uma e a simultaneidade da outra parece apontar para uma divergência, mas elas podem ser complementares, desde que respeitemos as características de cada uma!

Consideras que a capacidade de outrar-se (ser vários em um só, adotar diversas personalidades) é importante para a arte?

Liana Timm - Fundamental. Pois é através dela que podemos dar vazão aos muito que nos habitam.

Acreditas que a mitologia pessoal, devidamente refigurada, alimenta as essências das linguagens?

Liana Timm - Alimenta, pois tudo na verdade parte do jeito como filtramos a realidade. É por este viés que vamos construindo as nossas marcas ao longo do caminho.

Desde quando tu produzes arte? Como foi tua trajetória?

Liana Timm - Difícil sintetizar 53 anos de arte. O que posso dizer é que, abraçar a arte para toda a vida não foi uma escolha racional. Não estou artista, sou artista desde que, consciente, fui percebendo, nos movimentos da vida, as minhas preferências. A arte, para mim, é uma necessidade como o ar que respiro.

O que motivou a escolha das obras para a Coletânea? O que elas significam para ti?

Liana Timm - As obras que escolhi para me representar foram criadas na pandemia. Fiz mais ou menos 100 desenhos e destaquei estes três por entender que eles contêm parte das características do meu estilo de criar. Contraste cromático e de ambientação, bem como o diálogo das figuras humanas com o contexto do trabalho. O desenho, linguagem que muito aprecio, serviu para me reconectar com a energia da manualidade do traço, característica inigualável de cada artista.

Como é teu processo criativo?

Liana Timm - Uma oportunidade para deixar vir à tona meu inconsciente e suas ligações com o coletivo. Uma porta que se abre ao desconhecido de mim. Através dele tenho um olhar mais atento sobre a realidade cotidiana e reflito com mais cuidado sobre de que forma nossa época contribui positiva e negativamente para a humanidade.

Quais temas tu mais gostas de abordar em tuas artes?

Liana Timm - Acho que abordo em todas as linguagens: o tempo. Essa passagem que nos atinge a todos e, mesmo tentando decifrar, é o grande mistério da vida.

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