Por meio do Espaço Multicultural Livros sobre Trilhos – a biblioteca do metrô –, a Trensurb está promovendo a Coletânea dos Artistas Gaúchos, projeto cultural que busca destacar a produção dos artistas visuais do estado, dando visibilidade ao seu trabalho para um público que não tem o hábito de frequentar os espaços tradicionais de exposição de arte. Os perfis nas redes sociais da Trensurb e do Espaço Multicultural divulgam, mensalmente, três obras de cada um dos 14 artistas participantes da Coletânea. As obras também são veiculadas nos monitores do Canal Você (presentes em trens e estações), que apoia o projeto. A curadoria da Coletânea é do poeta e assessor da Trensurb, Élvio Vargas, da artista multimídia Liana Timm e da professora Dione Detanico.
Neste mês, a Coletânea destaca obras de Carlos Wladimirsky. Natural de Porto Alegre, Carlos é pintor, gravador e desenhista. Produzindo arte desde os anos 1970, formou-se em História e estudou pintura em Lisboa. Realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior.
Confira a seguir a entrevista que realizamos com ele a respeito da participação no projeto e sua obra.
Desde quando tu produzes arte? Como foi tua trajetória?
Carlos Wladimirsky – Desde 1972. Me formei em história, e estudei pintura em Lisboa. Expos em diversos estados e exterior. Atualmente trabalho com desenho, pintura e joalheria.
Quais são tuas principais inspirações artísticas?
Carlos Wladimirsky – Obras inspiradas na memória rupestre.
Como é teu processo criativo?
Carlos Wladimirsky – Cada desenho possui várias camadas gráficas e aguadas de cor, no papel de algodão. Meu trabalho é um resgate de uma memória primitiva e antropológica da história da humanidade. E isso acontece criando imagens poéticas. Meu trabalho é um processo lento de várias camadas gráficas resgatando estes vestígios do meu inconsciente. Com um tempo fui simplificando e potencializando em signos.
O que motivou a escolha das artes para a Coletânea? O que elas significam para ti?
Carlos Wladimirsky – São obras significativas de minha produção.
Como vês o projeto Coletânea dos Artistas Gaúchos, produzido pela Trensurb?
Carlos Wladimirsky – Acho um belo projeto. É importante esta iniciativa, de possibilitar que pessoas que tem pouco contato com as artes visuais tenham essa experiência poética.
Existe na tua obra uma “fundação onírica” com planejamento para uma assimetria de cores, formas e signos?
Carlos Wladimirsky – Sim, existe.
Tua pincelada minimalista, tornando às vezes espectral a forma escolhida, é uma remessa para a solidão de todos nós?
Carlos Wladimirsky – De certa forma, sim.
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